Saúde: 20 mil novos casos de câncer de estômago - Página Xique-Xique

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09 julho, 2016

Saúde: 20 mil novos casos de câncer de estômago

Tumor que ocupa o terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto, entre as mulheres, o câncer gástrico – ou de estômago – deve surgir em mais 20,5 mil pessoas somente este ano. 



A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que afirma que cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com a neoplasia têm mais de 50 anos.

O tumor em questão nasce na mucosa do estômago e possui três causas principais: cigarro, bactéria H. Pilori e má alimentação. De acordo com o INCA, o pico de incidência se dá em sua maioria em homens, por volta dos 70 anos. Em 2013, o número de mortes foi de 14,1 mil, sendo 9,1 mil em homens e 5 mil em mulheres.

A má alimentação é dos principais problemas para quem possui problemas gastros, sobretudo àqueles que se alimentam de carnes vermelhas, queijos e produtos de origem animal conservados artificialmente, especialmente por meio de fumaça, como carne de sol, charque e alimentos conservados com substâncias químicas.

Conforme explicou o membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e coordenador científico do Gastro-Hepato Memorial, Rodrigo Felipe, por se tratar de uma doença assintomática, os sintomas do câncer de estômago só aparecem na forma mais avançada. “Se o indivíduo sentir dor que não melhora com medicamentos, como omeprazol, deve investigar com endoscopia a presença da lesão no estômago”, aconselhou.

O gastroenterologista destaca que o diagnóstico é sempre uma endoscopia. “E o médico precisa ter muita atenção com alterações mínimas da mucosa. A cor, o relevo. Quando o câncer já está avançado, os sintomas são hemorragia, anemia e dor gastro intensa. O tratamento na fase inicial é sempre endoscópico. Na forma avançada, o indivíduo precisará de cirurgia, seguido de quimio e radioterapia”, ressaltou.

Medicamento

O câncer gástrico ganhou recentemente um novo medicamento que vai ajudar no tratamento da neoplasia na forma mais avançada. É um tipo de anticorpo monoclonal, chamado de Cyramza, que foi lançado em junho pela fabricante americana de medicamentos Eli Lilly, após ter sido aprovado em fevereiro pela Anvisa.


Como o câncer em questão é agressivo e de difícil tratamento, visto que em grande parte das pessoas é diagnosticado em estágio avançado, o Cyramza representa um avanço significativo para os pacientes e oferece um novo padrão de tratamento para quem apresentou piora do tumor após quimioterapia prévia.




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