Governo do ES e PM fecham acordo para encerrar paralisação - Página Xique-Xique

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10 fevereiro, 2017

Governo do ES e PM fecham acordo para encerrar paralisação

PMs ficaram 7 dias fora das ruas e Grande Vitória viveu dias de violência Mais de 700 policiais foram indiciados por crime de motim e revolta.



O governo do Espírito Santo indiciou mais de 700 policiais militares por causa da paralisação.

O governo endureceu a conversa. A desobediência dos PMs que não saem dos quartéis virou inquérito. Os militares vão responder por crime de motim e revolta.

“Mais de 700 militares foram indiciados em inquéritos policiais militares. É a primeira leva. Como consequência terá o corte do ponto”, disse o secretário de Segurança Pública, André Garcia.

Desde o início do movimento, da madrugada de sábado (4) até esta sexta-feira (10), mais de 120 mortes foram registradas, segundo o Sindicato da Polícia Civil. O governo diz que PMs podem estar envolvidos na matança.

“Crimes que vão desde os mais graves do Código Penal, contra a vida, até crimes que envolvem a Lei de Segurança Nacional”, afirmou o secretário dos Direitos Humanos, Júlio Pompeo.

Repórter: Homicídio, o senhor quer dizer?
Secretário: Também.

Se houver condenação, militares poderão ser expulsos da corporação e presos.

Mas o acampamento das mulheres dos PMs permanece na frente dos portões dos quartéis. A reunião de quinta-feira (9) entre representantes dos dois lados durou mais de 11 horas. Terminou na madrugada desta sexta e não houve acordo.

“Continuamos o movimento, nenhum polícia sai, e é isso que eu tenho a dizer”, afirmou uma mulher.

A situação é complexa e no sábado (11) chega ao estado o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele vai auxiliar nas negociações.

Sem a polícia nas ruas, a presença das tropas federais só aumenta. Até domingo (12), vão ser 3.500 homens fazendo patrulhamento. A ordem é vigiar por todos os lados, inclusive pelo alto.

O helicóptero do Exército leva uma câmera de longo alcance para imagens durante o dia e também à noite.

“A partir desse momento, o Exército vai intensificar os patrulhamentos, e poderá abranger diferentes pontos da Grande Vitória”, disse o coronel Alves da Costa, porta-voz da Força Tarefa.

Terminais de ônibus, os morros e avenidas estarão no foco da patrulha. As abordagens são feitas a todo momento. Mas ainda há uma expectativa de acordo.

“Cremos na capacidade de diálogo do governo do estado, cremos no entendimento dos policiais militares, de seus familiares, e eu creio que o diálogo nosso, como estamos no estado democrático de direito, o diálogo entre as partes vai chegar a contento a situação”.
Na rua aumentou a confiança numa solução.

“Medo a gente tem, fica meio receosa e tal, mas chega de cárcere privado”, diz a moradora.

Temer condena

O presidente Michel Temer condenou a paralisação da Polícia Militar no Espírito Santo. Numa nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Temer ressaltou que “o direito a reivindicação não pode tornar o povo brasileiro refém e que o estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável”.

Na nota, o presidente convoca aos grevistas a retornaram trabalho como determinou a Justiça, com negociações que respeitem a ordem e a lei, nas palavras do presidente Temes, “preservando o direito e as garantias do povo que paga o salário dos servidores públicos, sejam eles civis ou militares”.

Acordo encerra paralisação


Por volta das 21h, o governo do Espírito Santo e as associações de policiais fecharam acordo encerrando o movimento grevista que tirou os PMs das ruas de Vitória durante sete dias. Pelo acordo, os policiais voltam ao trabalho até as 7h de sábado (11). Quem voltar até esse horário não vai sofrer processo administrativo e disciplinar, mas os 700 inquéritos para investigar os crimes de motim estão mantidos.









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